segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Auto responsabilidade, isso é piada, né não?






É exatamente isso que eu chamo de edulcorar a abobora.
Isso se chama indulgência. Abrandar uma realidade que é chocante. Vamos pensar um pouco. Somos responsáveis pelo que fazemos, não importa como o u quando, somos responsáveis, basta ler isso na doutrina Espírita. Assim efetivamente realizarmos mudança em nós, depende de alterarmos a forma de pensar e não apenas fingirmos que não somos o que somos. Isso se chama mascara vulgarmente.

Agora por que nós usamos máscara, será que alguém já pensou nisso? A resposta é simples e todos nós conhecemos, pelo medo. Medo? Medo. Medo de perder o emprego, medo de não convencer o outro daquilo que se deseja, medo de não ser aceito, medo de falarem mal de você, medo de fazerem fofoca sobre você. Sim nós usamos mascaras para exatamente evitar que nos critiquem ou nos repudiem, por isso a melhor forma de humilhar alguém é pelo preconceito. Seja de cor, hábito, forma, aspecto ou aquilo que puder efetivamente magoar uma pessoa.

Me explico. Sou gordo velho ou idoso se preferir, relaxado, grosso ou franco, valorizo o pensamento e a lógica e tenho uma boa inteligência e sou bondoso. Isso é um resumo sobre mim. Um belo dia estava para chegar em casa e na porta da garagem havia um carro parado exatamente na porta da minha garagem apesar de ter espaço para poder parar sem me atrapalhar.

Eu embiquei o carro e fui buzinar para chamar a atenção. Mas a buzina não funcionou. Adivinha se isso não me deixou mais nervoso? Agora a buzina não funcionou pois foi colocada com os cones dela para cima e assim ela enche de água no tempo chuvoso e não toca, só depois que seca. Como agora é época dela falhar. Com isso se pode concluir que o velho aqui não mandou arrumar a posição ainda.

Voltando à situação jocosa. Bom notei que estava atrapalhando o transito e dei ré e encostei o carro no meio fio do outro lado da rua. E comecei a berrar, não lembro as besteiras. Mas nada que não fosse algo que criança não pudesse ouvir. Bom, o dono do carro saiu da loja de ferragem e me chamou de sem educação. Como se ele parado na porta da minha garagem fosse educado. A mulher dele querendo me ofender disse que eu era velho, eu falei: Sou! Acabou com a ofensa dela, pois era nítido que queriam me ofender, mas eu estava efetivamente ofendendo eles. Como disse sou gordo, imaginei que a mulher iria me chamar pelo apelido que seria uma ofensa para ela. Minha sorte e a dela. Ela não chamou, pois eu estava com a resposta pronta e pela cara do marido ele iria partir para cima de mim dando porrada, pois seria a desculpa que ele queria para dar umas porradas. Acho que a mulher não tinha dado o devido relaxante muscular ao macho naquela manhã.

Bom eu não tive medo. Não fui educado, não fui calmo, me diverti muito, por ver o esforço do cara em não me dar uma porrada e mais ainda pela cara de anta que a mulher fez quando eu disse que era velho. Pelo jeito ela tem um sério problema em envelhecer, notaram? A pessoa tem o preconceito e ela repassa isso com um objetivo especifico. Posso chamar uma pessoa de velha sem a ofender, mas ela pode achar que a palavra velha a ofende e prefere ser idosa. Mas essa diferença é cultural e não efetiva, pois as duas palavras representam a mesma coisa. Uma é mais objetiva se posso chamar assim a outra edulcora a realidade, mas você continua sendo velho do mesmo jeito. Agora veja a dificuldade, eu amo ser velho, veja o que disse, eu amo. É muito mais interessante ser velho, pois eu penso, tenho tempo para pensar, posso mudar de ideia, posso ter liberdade para mudar, posso ter liberdade para fazer gracejo sem ser taxado de tarado, posso ajudar quando vejo alguém triste. Não tenho ereção quando passa uma mulher linda e muito curvilínea na minha frente. Posso ver a mulher como ela é além da beleza e não apenas como um cão no cio. Tem muita vantagem ser velho, principalmente por que a gente começa a desenvolver a sabedoria.

Agora se eu me importasse em ser um adolescente eterno, tomando reposição hormonal, Viagra na necessidade de ter uma noite de sexo. Ter que comprar o carro do ano para dizer aos outros que sou prospero, mesmo não tendo o que comer em casa ou morar em um barraco ou de aluguel. Por que eu ser chamado de velho é ruim? Não vejo maldade. Mas quem vê não aceita a sua realidade. A mesma coisa que o pessoal que é homossexual não quer ser chamado de viado, ou sapata, assim são gays, que é a mesma coisa, mas culturalmente as palavras carregam um peso de várias gerações que se usava tal palavra com a pura intensão de ofender o indivíduo, sendo ele ou não gay. O esse pessoal pedia respeito, mas eles não se respeitavam não se assumindo e não se ofendendo de serem chamados gays, ou por outro sinônimo.

Uma pessoa pode me chamar de grosso, pois sou, ou franco, que tem uma diferença de conotação, mas são sinônimos. O erro está em mim me ofender com isso.
Agora é claro se a pessoa me chama de grosso em uma brincadeira, vou entender como uma realidade irônica ou divertida, agora se uma cara vem na rua e me chama de grosso é efetivamente uma ofensa, mas depende de mim reagir ou não, vai depender se tive um relaxamento sexual antes da ocorrência. Sou eu que devo aceitar ou não o que sou e conhecer os sinônimos de tudo que diz respeito ao meu estilo de personalidade, para não me ofender ou relegar, pois isso vai sempre acontecer, pois a maioria da população vive às turras com a vida, tentando ser o que não é, e assim quando sentem que são e negam criam um estresse em si mesmos e quando alguém reclama quando se parou na porta da garagem ou se escreve guia para deficiente na lateral do carro estacionado ele não deve edulcorar a realidade se achando ofendido.


O que a reportagem está comentando é sobre a doçura, uma forma religiosa que trata com respeito a outra pessoa, e esse respeito mostrar um amor universal sobre o ser humano. Como disse isso se desenvolve pelo medo e assim de manipular o outro de forma a não ser agredido ou conquistar objetivos pouco escusos sobre o outro. Bem típico, de político carismático. (Aqui falei do Lulla sem citá-lo e não chamá-lo de mentiroso, entendeu a sutileza? Muito provavelmente ninguém lembrou dele pela forma que falei, apesar de eu ter pensado nele.) Como disse, eu pensei nele, mas não externei esse tipo de conotação, disfarcei, usei uma máscara, e assim surgiu um ator ou um mistificador, já que todos sabem que não aceito os métodos do lulopetismo como forma de ver a vida ou melhorar a vida.

Qual a diferença entre as duas formas, a da máscara e da sinceridade? Uma é raciocinada a outra é sentida. Eu apenas raciocino e tomo cuidado com as palavras que vou usar em uma conversa, usando toda a minha cultura e assim vou ser formal. O bom ator faz parecer que se está falando sem formalismo, apesar de ser formar, e assim poder e saber como manipular seus sentimentos e demonstrá-lo fisicamente, mas depois da conversa ele solta todo o seu veneno ou se vangloria de ter iludido a pessoa que estava com ele. Já a pessoa Doce, ela não se vangloria ou menospreza a pessoa depois de não estar mais à frente dela, mas age como se a compreendesse sinceramente e sabe perdoar pelos deslizes que ela possa ter cometido na conversa que tiveram. Mas isso requer sentir e assim ser.

No texto jornalístico, ela reforça a máscara. Por que? Por que é a forma mais simples de se conseguir o condicionamento necessário para se poder agir civilizadamente, mas na verdade como ela fala em auto responsabilidade, ela demonstra que isso é muito mais que apenas ser teatral, mas ter efetivamente o sentimento de humanidade e respeito pelo outro seja ele quem for, até o Lulla. E nisso ainda eu estou tentando aprender a ser e o Lulla passa a ser o meu fantasma até que consiga respeitá-lo como um ser humano que apesar de inteligente é um ignorante por não compreender a sua responsabilidade pelo alto cargo que teve nesse país e o desrespeito que teve com toda a população que o elegeu. Eu pelo menos não o elegi.

Assim o trabalho que deve ser realizado é íntimo e não teatralmente, mas ainda estamos muito longe de conseguirmos isso e assim uma pessoa carismática se desenvolveu exatamente pelo medo e assim aprendeu a manipular os outros para conseguir aquilo que deseja do outro ou dos outros sem na verdade respeitar nenhum deles pelos seus limites pessoais.

Assim a primeira coisa para que ocorra qualquer mudança que se torne aparente no comportamento psicológico ou de personalidade de uma pessoa, começa pela ACEITAÇÃO DE SI COMO SE É E NÃO COMO SE DESEJA SER.

Por isso o primeiro trabalho que todos devemos ter é olharmos para nós com sinceridade e falarmos para nós a verdade de nossos limites.

Vejamos um exemplo para deixar claro: disse que sou grosso ou franco. Como disse são sinônimos. Mas se eu me chamar de franco vou valorizar a minha personalidade, pois ele tem a conotação ode honesto, justo, sensato, realista e por aí vai. Mas se eu usar a palavra grosso, isso demonstra que sou agressivo, virulento, falo o que penso e assim me desprezo. Percebe o que estou falando. A sinceridade que eu peço não é aquela de edulcorar a coisa e falar que sou franco, mas se questionar:

Será que quando sou franco não ofendo as pessoas?
Será que os meus sentimentos quando sou franco, não existe uma vontade ainda de revolta para efetivamente ofender o outro?
Será que quando sou franco, não estou apenas fazendo vista grossa apara outro defeito meu pois estou querendo vencer uma contenda civilizada?

São essas e outras perguntas que vão te dando o norte de como você age e poder ver exatamente como age. O segundo passo é O que? ou Como? Meus sentimentos reais me levam a agir assim. E com calma e muita meditação se compreende a resposta e pode se alterar o seu fluxo mudando a forma da frase que descobrir ser montada novamente. Todo ato reflexo vem de um aculturamento e de um condicionamento antigo, por isso a reencarnação se mostra efetiva, pois trazemos uma bagagem anterior a essa vida. Assim ao descobrirmos a realidade desse condicionamento, percebemos a sua estruturação errada ou o erro que ela carrega em si, mudando esse erro, mudamos a nossa conduta ou comportamento.

Isso dói, dá trabalho, e muitos precisam de um terapeuta para se estabilizar e conseguir efetuar as necessárias mudanças de atitude, assim se pode, use os meios possíveis para que possa alterar seu comportamento mesmo que seja usando um profissional. Caso não tenha dinheiro como eu para isso, engorde e se programe para fazer bariátrica, pois assim poderá ter psicólogo de graça pelo SUS, pois faz parte do protocolo o terapeuta.

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