terça-feira, 9 de abril de 2013

O assassinato





        Estava vendo o seriado CIS NY e versava sobre a pena de morte, onde um corrupto homem seria executado pelas mortes que praticou.
        Então comecei a refletir. Como esse espírito se sentiria ao desencarnar? Se sentiria liberto dos crimes praticados, pela morte que foi consumada? Poderia estar livre das amarras terrenas para poder alçar vôos mais altos e poder se recuperar do tempo perdido?
Não. Um enorme não.
Nada haveria de mudança nos seus crimes, mas poderá entender como é a morte sendo infringida por outro. E assim refletir o como seria a dor do que realizou. Mas cada um é cada um e essa resposta é muito pessoal e pouco significativa para a libertação do espírito infrator.
Mas como ele pode recuperar as vidas que tirou?
Gerando.
Mas como gerar, digamos, 20 filhos que foram as vidas que ele abreviou?
Não seria possível em uma sé encarnação, mas em várias e ainda haveria a necessidade do reencarnate aceitar viver com ele na mesma casa.
Outra forma é se tornando professor. O professor tem o objetivo de educar seja para vida ou demonstrar alguma moralidade e regras em uma sala de aula. Por isso ele tem que ter autoridade.
Sem autoridade e regras, pouco pode fazer para educar crianças rebeldes que não possuem o menor senso e responsabilidade e que não pode ser automaticamente aprovadas seja em que período ou por vários anos de escolaridade.
Há responsabilidade e o aluno deve compreender que deve ser responsável e mesmo se sentindo oprimido pela autoridade deve se submeter.
Pode parecer um pouco incoerente isso, mas nessa fase da adolescência ele tenta descobrir o novo potencial do corpo que esta investido nessa encarnação. Assim ele disputa, como todo animal, a descoberta de seus potenciais e se pode ser eleito o macho alfa da comunidade, seja no grupo de amigos do lugar em que mora ou da classe ou escola que frequenta.
Isso faz parte da evolução animal de todos os mamíferos ou de sua maioria que tem a necessidade de liderança e vida em comunidade.
Esta opressão não deve ser incisiva, mas controlada e para que não prive o adolescente de suas descobertas, mas que não permita que ele tome em suas mãos a ordem social impondo limites a professores e diretores de escola, onde isso levaria a se tornar um carrasco social quando adulto, pois daria mais valor a seu querer que ao bom senso.
Com isso teremos um assassino a menos dentro do mundo habitado e um professor menos sacrificado para atender seu anseio intimo de reconciliação com o seu perispírito.


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