quarta-feira, 23 de maio de 2018

PENSAR É ALGO QUE NÃO CUSTA NADA





Bom, realmente pensar não custa nada, se não analisarmos que gastamos pensando ou não 20% de toda a energia que consumimos com o cérebro. Veja que coloque gastamos e não comemos, pois o que comemos tem uma parte que se acomoda na circunferência preferida da nossa barriga. Assim como pensar ´para nós é um ato natural, não gastamos nada pensando.


No caso especifico que desejo abordar são as aulas de espiritismo. Isso por que no espiritismo ou nas religiões, vale muito a interpretação e não uma afirmação possível. Se pensarmos em ciência ela não é muito diferente, pois lidamos com as verdades relativas e assim as relações dessa verdade absoluta se diversifica em verdades relativas. Assim a lei de ação e reação, que a religião usa como a colheita do que se plantou, está muito bem fundamentada na Física e outra que é na química se chegou à conclusão de que nada se cria, mas tudo se transforma, comprova que o único que pode criar é Deus e não o homem, por não ter capacidade, e assim eles creem que ao fazer um carro com um motor, elétrico, com combustão interna ou externa eles estão criando, mas na verdade estão usando apenas os meios possíveis que existem para aumentar o poder de DEFESA humano que é muito inferior à dos animais. Isso nos leva a uma nova probabilidade de outra lei natural absoluta, a adaptação. Essa nos vem da Biologia onde Darwin demonstra que o melhor se adapta ao meio e assim sobrevive. Se formos analisar os que melhor se dão socialmente são aqueles que se adaptam ao meio que vivem principalmente no campo profissional dando a maleabilidade possível dentro do objetivo que temos como vida. Me explicando. Na política essa maleabilidade é possível e necessária, para se sobreviver e poder realizar algo possível conciliando ideias, mas ela depende do poder e no caso que específico ela depende do dinheiro e não exatamente do que seja correto ou melhor a se fazer, pois política trata de conciliar interesses. Como questão individual, isso também vale, pois se meu interesse é o poder, eu vou obrigatoriamente depender da aceitação do outro da minha pseudoverdade para adquiri poder sobre ele e assim moralmente isso não seria sensato. Assim se adaptar a verdade religiosa está ligada humildade de se reconhecer o erro que cometemos em determinado pensamento ou ação e assim o reformularmos nos adaptando seja ele um efeito social ou profissional. Assim a meu ver a adaptação ao meio pode ser também uma verdade absoluta que está ligada a todas as ações científicas e religiosas no mundo e no universo.

Assim não somos efetivamente aptos ainda a enxergar a verdade absoluta, pois ainda continuamos com a visão da verdade relativa das coisas que se multiplicaram e apenas observamos a sua superfície e não o seu amago. Por isso temos distorções nas visões de determinadas matérias que agem sobre o mesmo fim. Digamos a Fisiologia e a Histologia são contraditórias em suas premissas, apesar que a fisiologia analisa exatamente os efeitos químicos diretamente e a histologia indiretamente pela coloração dos agentes utilizados para se visualizar tecidos e a resposta colorida exprimindo assim uma suposição de interação química e uma interpretação fisiológica do fato.

Uma outra área onde as confusões são profundas quando se adota a visão humana da coisa são a psicologia, pedagogia, sociologia, antropologia e apesar de estar nas ciências médicas os instintos animais em relação a sua essência e comportamento, que diferem por partirem pela premissa do instinto e não do meio. Isso para mim é uma maravilha, pois demonstra nitidamente a nossa relatividade como a espécie mais desenvolvida desse planeta.

Assim como disse o espiritismo é uma religião onde recebemos informações de um outro plano que não enxergamos ou não vivenciamos conscientemente no plano que estamos. Assim o que podemos interpretar o que lemos é através da nossa experiência empírica e não precisa sobre uma vivência no mundo físico. Assim um exemplo que talvez possa parecer grosseiro, mas é real e se utilizou muito até hoje. “Olho, por olho e dente por dente”, isso nada mais é que a interpretação um tanto restrita da ação e reação da lei divina. Se analisarmos a lei de ação e reação ela se expressa exatamente da mesma forma, fazendo com que se sinta a dor alheia da mesma forma que a fizemos sofrer. Mas ela levou a uma obrigação nossa, que poderíamos nos vingar pelo mal sofrido e não que poderíamos nos defender do mal sofrido. Perceba que há uma grande diferença entre se vingar como direito e se defender como direito de vida. É a mesma lei interpretada distintamente pela nossa raiva ou ódio, ou pelo orgulho que carregamos ou pela suposta injustiça que sofremos e assim achamos que temos esse direito do revide. Hoje podemos pensar assim, mas em 1700 AC isso era regra de vida. Por isso a necessidade de reencarnar e interpretar cada vez melhor as realidades da lei divina ou natural se preferir.

Após mostrar meu ponto de vista, vamos voltar a aula de espiritismo. Como disse religião se interpreta e não se tem muito a noção de realismo, por estarmos falando de outro mundo que não vivemos conscientemente. Assim o foco da realidade religiosa na Terra é a penas a reforma intima, ou a descoberta da verdade relativa mais próxima da verdade absoluta possível. Primeiro temos que não somos donos da verdade, já que sabemos muito pouco da verdade absoluta e depois dependemos da nossa percepção e do ponto de vista que estamos tendo para interpretar aquilo que estamos analisando ou observamos, por isso essa confusão na ciência é aceita e se procura evitar a vaidade da imaginação para se chegar o mais aprofundado possível no pensamento ou na realidade da verdade absoluta que nos rege.

Assim uma aula formal sobre religiosidade, não da história da religiosidade, não deve ser desenvolvida na forma didática que conhecemos, um mestre expondo seu conhecimento. Como fiz minha introdução ao espiritismo através de aulas de questionamento e adoro isso, vejo isso como uma premissa interessante, mas é claro que isso seria mais uma terapia de grupo que na verdade uma pesquisa de doutorado em filosofia religiosa ou kardecista. Mas como a realidade é efetivamente a reforma intima, não vejo um erro nesse procedimento.

O Kardecismo tem uma característica única nas suas atribuições religiosas que é a liberdade e a responsabilidade como meta de informações de vida, assim não temos uma regra comum a todos os centros espiritas, mas do grupo que o forma. Por isso que se pede que não modifique aquilo que estão expondo, caso não concorde com o que está sendo mostrado que se procure um local que possa ser mais bem ajustado ao grupo ou pessoa, como está no livro dos médiuns de Allan Kardec.

Vou explicar como vejo. A parábola dos talentos, Mateus 25:14–30, creio que todos conheçam.  Normalmente se utiliza essa parábola para explicar os talentos de cada um que migra para Terra em nova reencarnação e que os multiplica pelo trabalho gerando outros talentos novos, que seria um aumento da virtude. Mas uma vez ouvi essa mesma parábola voltada ao medo. Medo? Sim, o medo. O medo do último servo de perder ou se responsabilizar pelos erros possíveis de se cometer os usando e assim se comprometer em seu futuro espiritual, assim passa pela vida como uma branca nuvem que nem chove e faz sombra, segue uma vida sem proveito, usando de forma útil à natureza o talento que possui. É a mesma parábola vista de uma forma distinta, como a falta de alimento que se tem para dar ao povo e Jesus o multiplica, mas pode ser encarada como só se dar o que se tem, sendo impossível dar o que não se possui ou se desconhece. Isso nos mostra que somos imperfeitos e estamos crescendo e aprendendo. Assim no tipo de tempestade mental, onde todos dão palpite sobre um tema e os desenvolve a partir de uma premissa vejo como mais proveitoso pois isso pode mudar a visão intima de cada participante do evento. Isso é muito mais difícil que dar uma aula didática afirmando possíveis verdades, mas também pode ser muito mais perigo no sentido de se cometer erros. Como sempre antes de qualquer reunião ou aula pedimos a orientação do plano espiritual temos a responsabilidade dividida com eles e assim se for necessária uma reformulação, podemos executar o caminho necessário para isso com o apoio e amparo deles. Isso também é uma lição de humildade e aprendizado que devemos levar em conta para nosso desenvolvimento e nossa responsabilidade em ensinar.

Aqui vou aproveitar para expor uma contradição dos livros da codificação e de Chico e um de seus livros. No livro Gênesis de Allan Kardec ele fala que Moisés “PROMULGOU” a lei do Sinai, ou os Dez mandamentos. Essas são as palavras que podem ser consideradas sinônimos de promulgar:

Publicar uma lei ou decreto: 1 decretar, proclamar, declarar, expedir, publicar. Tornar público: 2 divulgar, difundir, anunciar, apregoar, propagandear, propagar, vulgarizar.

Dessas palavras a única que poderia ter o sentido de não serem leis provinda dele, Moisés, seria anunciar. Mas veja que Kardec usa promulgar, e nós aqui no Brasil essa palavra nos leva a uma situação de ditadura militar, ao menos para mim e assim uma imposição e não uma revelação. Isso poderia me dar a visão que Moises que nitidamente não era médium, mas um guerreiro, não poderia conhecer ou receber essa lei se não fosse por outro e assim ter lido isso no tempo de príncipe egípcio, quando Akenaton define o Deus único Aton como o senhor do universo ou da Terra. Isso também o coloca em 1200 AC e não 1400 AC antes de Akenaton como se supõe pelas contas dos judeus, como a época em que Moisés viveu.

Já no livro Evolução em Dois mundos do André Luiz ele fala com todas as letras que Moisés recebeu “MEDIUNICAMENTE” os Dez Mandamentos se tornando assim a parte divina de todos os livros que são atribuídos a ele.

Para fazer uma comparação aqui está o texto em Francês do livro no trecho especifico da tradução, mostrando que não se trata de erro, mas apenas de uma tradução realmente bem-feita pelo que nós aqui no Brasil podemos interpretar.

“21.- Moïse, comme prophète, a révélé aux hommes la connaissance d'un Dieu unique, souverain Maître et Créateur de toutes choses ; il a promulgué la loi du Sinaï et posé les fondements de la véritable foi ; comme homme, il a été le législateur du peuple par lequel cette foi primitive, en s'épurant, devait un jour se répandre sur toute la terre.”


Tradução Guillon Ribeiro

21. Moisés, como profeta, revelou aos homens a existência de um Deus único, Soberano Senhor e Criador de todas as coisas; promulgou a lei do Sinai e lançou as bases da verdadeira fé. Como homem, foi o legislador Capítulo I 26 do povo pelo qual essa primitiva fé, purificando-se, havia de espalhar-se por sobre a Terra.


Tradução de Evandro Noleto Bezerra

21. Moisés, como profeta, revelou aos homens a existência de um Deus único, soberano Senhor e Criador de todas as coisas; promulgou a lei do Sinai e lançou as bases da verdadeira fé. Como homem, foi o legislador do povo pelo qual essa primitiva fé, depurando-se, havia de espalhar-se por sobre a Terra.

Poderia repetir mais uma tradução, mas mostraria o mesmo. É por isso que creio ser melhor uma questão de o grupo como um todo chegar a uma conclusão. Que realmente se colocar uma dissertação falando sobre as conclusões que um grupo restrito concluiu ser o melhor, mostrando assim a sintonia que existe entre a Federação espírita Brasileira, a Federação espirita de São Paulo e a federação criada por Edgad Armond chamada Aliança. Cada uma delas tem visões distintas sobre algum aspecto da doutrina, como a do Paraná onde o passe se faz apenas com a imposição das mãos e não como o gestual característico da de São Paulo.

Como temos várias religiões na Terra fazendo com que cada ser humano possa se ajustar junto com suas crenças a uma filosofia religiosa, a sintonia fina de cada uma mostra que dentro dessas premissas mais sintonizados com umas que com outras e assim a preferência da casa para frequentarmos.

Agora vejamos junto ao objetivo da religião que é a melhora do ser humano em seus predicados morais. Será que Moisés tendo recebido a revelação dos Dez mandamentos de forma mediúnica reduzem a importância dos mandamentos? Não. Se ele tivesse aprendido isso pelos sacerdotes egípcios que lhe falaram sobre essa premissa de Akenaton que não frutificou pelo seu curto reinado de 16 anos, altera a importância deles? Não também, mas essa colocação permite dar mais credibilidade à doutrina e mais conhecimento que pode ou não ser definido futuramente com algum fato novo em pesquisas arqueológicas, mas não altera a realidade que devemos nos aperfeiçoar moralmente e esse fato mostra a necessidade de humildade que devemos ter dentro na nossa própria verdade pessoal e em grupo. 



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